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quarta-feira, 12 de março de 2008

Dilma assume que é a "mãe do PAC, para o mal ou para o bem"


DILMA PRESIDENTE - Dilma se diz "mãe do PAC" e ouve apelo por 2010

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Publicado no O GLOBO EDIÇÃO DO DIA 13.03.2008

Publicado no ESTADO DE SÃO PAULO em 13 de março de 2008

Publicado no JORNAL DO BRASIL em 15 de março de 2008

A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, aceitou ser a mãe do PAC.

Com essa atitude ela mostrou que é uma dama de ferro com um coração bem tropical. Aparentemente, será um ponto a seu favor na hora em que o eleitor estiver diante da urna em 2010.

O povo brasileiro vive equilibrado na aresta vertiginosa que existe entre o bem e o mal. O PAC precisa de uma mãe corajosa e rígida, que saiba controlar o enorme patrimônio herdado por ele.

O pai do PAC não é um mau sujeito, mas além de falar demais, tem uns amigos que em pouco tempo iriam sumir com todo o dinheiro do seu filho.

Se tudo correr bem com o PAC, em 2010 a ministra Dilma Rousseff poderá ganhar duas eleições: mãe do ano e Presidência da República.


WILSON GORDON PARKER
wgparker@oi.com.br
Nova Friburgo (RJ)

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O Globo EDIÇÃO DO DIA 12.03.2008.

O País - Página 4


Dilma assume que é a "mãe do PAC, para o mal ou para o bem"

Ministra reclama que não pode abrir gastos deste ano com programa
Gerson Camarotti

BRASÍLIA. A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, assumiu ontem o título de “mãe do PAC” (Programa de Aceleração do Crescimento), que o presidente Lula lhe atribuiu sexta-feira, no Rio, e defendeu a aprovação do Orçamento de 2008 para que a iniciativa não seja prejudicada. Dilma disse que o presidente foi muito feliz ao lhe dar esse título e que, para o bem ou para o mal, ela é mesmo a mãe do PAC.

— Acho que é um título simbólico, que simboliza minha coordenação.

Para o mal ou para o bem, nesse sentido eu sou a mãe do PAC. Tanto nos momentos difíceis do PAC, quando diziam que era pirotecnia, quanto nos bons, quando as obras saem, é responsabilidade da coordenação.

Nesse sentido, o presidente Lula foi muito feliz. Para melhor ou para pior, eu sou a mãe do PAC — disse Dilma, em entrevista no Senado, após solenidade em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Ministra se emociona ao homenagear ex-presa política A ministra mostrou-se preocupada com a demora da aprovação do Orçamento: — É impossível um país com tantas carências não ter seu Orçamento aberto. Estamos muito preocupados porque, enquanto o Orçamento não é aprovado, não posso abrir os gastos deste ano com o PAC. Vou fazer um balanço do programa em maio, mas estarei com dois meses e 15 dias perdidos. É ilegal gastar sem Orçamento. Podemos até usar medidas provisórias, mas essa não é a questão central.


Na sessão em homenagem ao Dia da Mulher, a ministra, com fama de inflexível na negociação com aliados, não segurou a emoção ao fazer uma homenagem à ativista da luta pela redemocratização e ex-presa política Terezinha Zerbini, de 80 anos.

Dilma ficou com a voz embargada e os olhos marejados ao se lembrar do período da ditadura, em que militantes políticos eram torturados nas prisões do Dops. Ela contou que, durante quase dois anos, ficou presa com Terezinha no Presídio Tiradentes, em São Paulo.

— Conheci a Terezinha nos anos 70. Ela lutou contra a ditadura, a luta de resistência, em um momento difícil, em que não se tem a facilidade de se manifestar. Ela mostrou imensa solidariedade e dignidade. Parece pouco, mas a Terezinha fechava a porta e a janela de sua cela quando recebíamos visitas não muito agradáveis daqueles que não honravam as distinções que o marido dela tinha honrado — disse Dilma, numa referência ao general Euryales de Jesus Zerbini, que em 1964 foi preso por ser leal ao presidente deposto João Goulart.

Ao entregar ontem o Prêmio Bertha Lutz a Terezinha, Dilma disse que se sentia honrada em participar da homenagem.

A ativista pediu a palavra para incentivar a ex-companheira de militância: — Dilma, continua. Deus quer quando as mulheres querem. Então vamos querer.

Também emocionado, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), lembrou, ao final, que a própria Dilma foi vítima da tortura: — A ministra não tornou muito claro (as torturas que sofreu) por razões de modéstia, de se preservar. A ministra foi alvo da violência da ditadura militar naqueles dias sombrios.

Na homenagem ao Dia da Mulher, Dilma ainda elogiou a geneticista Mayana Katz, também premiada pelo Senado. Dilma fez uma defesa enfática da aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias: — Isso pode permitir o avanço significativo das pesquisas com células-tronco. Que tenha um desenlace favorável no Supremo Tribunal Federal.

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